Mineralogia I


Sobre a Coleção

A coleção da Mineralogia I preserva um registro da história da mineralogia Brasileira e Mundial desde o século XIX até os nossos dias. A organização da coleção baseia-se no sistema do mineralogista James Dwight Dana e colaboradores. A sala de exibição possui uma coleção formada por cerca de 2 mil itens, incluindo rochas, minerais, meteoritos e gemas que trazem um panorama da investigação, estudo e preservação de recursos minerais realizados desde a aula inaugural da Escola de Minas de Ouro Preto, realizada em 12 de outubro de 1876. O cientista francês Claude-Henri Gorceix, fundador da Escola de Minas, sempre teve uma atenção especial com o ensino de engenharia associado à parte prática e trouxe as primeiras amostras da coleção.

Composição e Importância do Acervo

O acervo mineralógico começou com amostras trazidas pelo próprio fundador, Claude-Henri Gorceix, e hoje guarda uma riqueza incalculável do ponto de vista científico e histórico-cultural. O acervo contempla minerais restritos à região de Ouro Preto, como o topázio imperial, o euclásio e o ouro preto, que deu origem ao nome da cidade. Além disso, destacam-se os minerais típicos do estado de Minas Gerais e do país inteiro, como diamante, ouro, berilo (água-marinha e esmeralda) e minerais do grupo da turmalina (elbaíta).

O museu também possui categorias específicas e particulares de amostras. Outros destaques vitais do acervo incluem:

  • Coleções Especiais: O espaço abriga coleções variadas de meteoritos, minerais de pequenas ocorrências, minerais fluorescentes e radioativos, bem como uma vasta coleção de gemas (sejam elas naturais, sintéticas ou imitações).
  • Setores de Exposição: A coleção física em exibição pública encontra-se dividida; o Setor I é composto por vitrines mais modernas, enquanto o Setor II exibe o acervo em vitrines históricas de madeira que remontam ao século passado.
  • Preservação e Pesquisa: Atualmente, a coleção passa por um extenso e rigoroso processo de conservação e catalogação digital. As antigas fichas de papel estão sendo convertidas para bancos de dados modernos a fim de proteger a memória institucional e facilitar a pesquisa, a educação e a popularização da ciência.
Marcelo B. Andrade

Perguntas sobre a coleção devem ser endereçadas a:

Marcelo B. Andrade

Curador do Setor de Mineralogia

Museu de Ciência e Técnica / Escola de Minas / UFOP

Praça Tiradentes - Ouro Preto, MG, Brasil

marcelo.barbosa@ufop.edu.br